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Estratégia 27 de Outubro de 2026 · 7 min de leitura

Índice Global de Inovação 2026: a posição do Brasil

O que o ranking da Organização Mundial da Propriedade Intelectual mostra sobre a capacidade de inovação do país, seus pontos fortes e as fragilidades que limitam o avanço.

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Consultoria em Estratégia, Incentivos Fiscais e Financiamento da Inovação

O Brasil ocupa a 53ª posição entre 139 economias no Índice Global de Inovação 2026 (Global Innovation Index, GII), divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em 29 de setembro de 2026. O país é o segundo colocado da América Latina e do Caribe, atrás do Chile (51º), e a única economia da região com desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, condição que mantém pela sexta edição consecutiva.

A posição de 2026 representa recuo de uma posição em relação a 2025, quando o país ficou em 52º, e o terceiro recuo consecutivo desde 2023, ano em que o Brasil alcançou a 49ª colocação, sua melhor marca na série recente.

O que é o Índice Global de Inovação?

O Índice Global de Inovação é um ranking anual que compara a capacidade e o desempenho em inovação das economias do mundo. É publicado anualmente desde 2007 e atualmente é produzido pela OMPI, agência das Nações Unidas dedicada à propriedade intelectual. A edição de 2026 avaliou 139 economias com base em 79 indicadores.

O índice é composto por dois subíndices:

  • Subíndice de insumos de inovação: mede as condições que sustentam a atividade inovadora, em cinco pilares: instituições; capital humano e pesquisa; infraestrutura; sofisticação de mercado; e sofisticação empresarial.
  • Subíndice de resultados de inovação: mede o que a economia efetivamente produz, em dois pilares: produtos de conhecimento e tecnologia; e produtos criativos.

Os indicadores combinam dados estatísticos oficiais, como investimento em pesquisa e desenvolvimento, pedidos de patente e exportações de alta tecnologia, com indicadores compostos e pesquisas de opinião. A comparação entre a pontuação de cada economia e seu nível de renda permite identificar países que inovam acima ou abaixo do esperado para seu estágio de desenvolvimento.

Quais são os países mais inovadores em 2026?

A Suíça lidera o índice, seguida por Suécia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Singapura. A China, em 10º lugar, é a única economia de renda média entre as 30 primeiras. As dez primeiras posições do Índice Global de Inovação 2026 são:

  1. Suíça
  2. Suécia
  3. Estados Unidos
  4. Coreia do Sul
  5. Singapura
  6. Reino Unido
  7. Países Baixos
  8. Finlândia
  9. Dinamarca
  10. China

O tema especial da edição de 2026 é o empreendedorismo de base científica. Segundo a OMPI, mais de 30 mil startups de ciência avançada foram criadas no mundo desde 2000, com valor conjunto estimado em US$ 7,6 trilhões. O relatório registra também que o investimento global em pesquisa e desenvolvimento cresceu mais de 3,3% em termos reais em 2025, e que a inteligência artificial respondeu por 53% do valor das operações de capital de risco no ano.

Qual é a posição do Brasil no Índice Global de Inovação 2026?

O Brasil ocupa a 53ª posição. A trajetória recente do país no índice mostra avanço consistente até 2023 e recuo gradual desde então:

  • 2026: 53ª posição.
  • 2025: 52ª posição.
  • 2024: 50ª posição.
  • 2023: 49ª posição.
  • 2022: 54ª posição.
  • 2021: 57ª posição.
  • 2020: 62ª posição.

A OMPI destaca que o Brasil registrou alguns dos maiores avanços desde 2019 entre as 70 economias mais bem colocadas, e que é a única economia da América Latina e do Caribe com desempenho acima do esperado para seu nível de renda pela sexta edição consecutiva. As variações de uma ou duas posições entre edições devem ser lidas com cautela, porque a OMPI revisa indicadores e fontes a cada ano e o conjunto de economias avaliadas também muda.

Quais são os pontos fortes do Brasil no índice?

Segundo o relatório de 2026, os principais pontos fortes do Brasil estão em indicadores de mercado, de propriedade intelectual e de financiamento:

  • Tamanho do mercado doméstico: 8ª posição.
  • Marcas registradas: 8ª posição.
  • Pagamentos por uso de propriedade intelectual: 13ª posição.
  • Capital de risco em estágio avançado: 16ª posição.
  • Empresas investidoras em P&D: 23ª posição.
  • Modelos de utilidade: 24ª posição.

A OMPI também descreve o Brasil como a economia que reúne a base científica e de pesquisa e desenvolvimento mais profunda da região, e o inclui entre as economias de renda média que se destacam na criação de startups de ciência avançada, ao lado de Turquia, Índia, Malásia e África do Sul. A região metropolitana de São Paulo aparece em 49º lugar entre os 100 maiores aglomerados de ciência e tecnologia do mundo.

Quais são as fragilidades do Brasil no índice?

As fragilidades apontadas pela OMPI concentram-se no ambiente institucional, na formação de profissionais técnicos e na produtividade:

  • Ambiente de negócios: 129ª posição.
  • Formados em ciências e engenharia: 101ª posição.
  • Crescimento da produtividade do trabalho: 94ª posição.
  • Pesquisa e desenvolvimento do setor privado: 36ª posição.

O contraste entre os dois conjuntos de indicadores sintetiza a posição do país: o Brasil tem escala de mercado, base científica e atividade relevante de propriedade intelectual, e enfrenta restrições no ambiente de negócios e na formação de engenheiros e cientistas, que limitam a conversão desses ativos em produtividade. A evolução do investimento nacional em pesquisa está detalhada em Investimento em P&D no Brasil: panorama e comparação internacional.

Como está a América Latina no ranking?

O Chile lidera a região, seguido por Brasil, México, Uruguai e Costa Rica:

  • Chile: 51ª posição.
  • Brasil: 53ª posição.
  • México: 65ª posição.
  • Uruguai: 66ª posição.
  • Costa Rica: 70ª posição.
  • Peru: 80ª posição.

A OMPI observa que a maior parte das 39 economias com desempenho abaixo do esperado para seu nível de renda está na América Latina e no Caribe, e que os ativos de inovação da região estão concentrados em poucos países. O relatório registra ainda que, na região, 72% das startups intensivas em ciência não passam da fase de capital semente e apenas 19% chegam à rodada de investimento série A.

Como interpretar o Índice Global de Inovação?

Três cuidados ajudam a extrair conclusões corretas do índice:

  1. Observar os pilares e indicadores, além da posição geral. A posição agregada combina 79 indicadores; a análise por pilar mostra onde estão as forças e as restrições de cada economia.
  2. Comparar com o nível de renda. O índice permite avaliar se a economia inova acima ou abaixo do esperado para seu estágio de desenvolvimento, critério em que o Brasil se destaca na região.
  3. Considerar as revisões metodológicas. Mudanças de indicadores e de fontes entre edições afetam as posições; tendências de vários anos são mais informativas do que a variação de uma edição para outra.

Perguntas frequentes

Qual é a posição do Brasil no ranking global de inovação 2026?

O Brasil está em 53º lugar entre 139 economias no Índice Global de Inovação 2026, divulgado pela OMPI em 29 de setembro de 2026. Em 2025, o país estava em 52º.

Qual é o país mais inovador do mundo em 2026?

A Suíça, que lidera o Índice Global de Inovação. Suécia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Singapura completam as cinco primeiras posições.

Qual é o país mais inovador da América Latina?

O Chile, em 51º lugar no índice de 2026. O Brasil é o segundo da região, em 53º, seguido por México (65º), Uruguai (66º) e Costa Rica (70º).

Por que o Brasil é considerado um país que inova acima do esperado?

Porque seus resultados no índice superam o que seria previsível para seu nível de renda. O Brasil é a única economia da América Latina e do Caribe nessa condição, pela sexta edição consecutiva.

Quem publica o Índice Global de Inovação?

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), agência das Nações Unidas. O índice é publicado anualmente desde 2007, com divulgação em setembro.

Quantos indicadores o Índice Global de Inovação usa?

A edição de 2026 usou 79 indicadores, organizados em sete pilares: cinco de insumos de inovação e dois de resultados de inovação.

Fontes

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