O Brasil ocupa a 53ª posição entre 139 economias no Índice Global de Inovação 2026 (Global Innovation Index, GII), divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em 29 de setembro de 2026. O país é o segundo colocado da América Latina e do Caribe, atrás do Chile (51º), e a única economia da região com desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, condição que mantém pela sexta edição consecutiva.
A posição de 2026 representa recuo de uma posição em relação a 2025, quando o país ficou em 52º, e o terceiro recuo consecutivo desde 2023, ano em que o Brasil alcançou a 49ª colocação, sua melhor marca na série recente.
O que é o Índice Global de Inovação?
O Índice Global de Inovação é um ranking anual que compara a capacidade e o desempenho em inovação das economias do mundo. É publicado anualmente desde 2007 e atualmente é produzido pela OMPI, agência das Nações Unidas dedicada à propriedade intelectual. A edição de 2026 avaliou 139 economias com base em 79 indicadores.
O índice é composto por dois subíndices:
- Subíndice de insumos de inovação: mede as condições que sustentam a atividade inovadora, em cinco pilares: instituições; capital humano e pesquisa; infraestrutura; sofisticação de mercado; e sofisticação empresarial.
- Subíndice de resultados de inovação: mede o que a economia efetivamente produz, em dois pilares: produtos de conhecimento e tecnologia; e produtos criativos.
Os indicadores combinam dados estatísticos oficiais, como investimento em pesquisa e desenvolvimento, pedidos de patente e exportações de alta tecnologia, com indicadores compostos e pesquisas de opinião. A comparação entre a pontuação de cada economia e seu nível de renda permite identificar países que inovam acima ou abaixo do esperado para seu estágio de desenvolvimento.
Quais são os países mais inovadores em 2026?
A Suíça lidera o índice, seguida por Suécia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Singapura. A China, em 10º lugar, é a única economia de renda média entre as 30 primeiras. As dez primeiras posições do Índice Global de Inovação 2026 são:
- Suíça
- Suécia
- Estados Unidos
- Coreia do Sul
- Singapura
- Reino Unido
- Países Baixos
- Finlândia
- Dinamarca
- China
O tema especial da edição de 2026 é o empreendedorismo de base científica. Segundo a OMPI, mais de 30 mil startups de ciência avançada foram criadas no mundo desde 2000, com valor conjunto estimado em US$ 7,6 trilhões. O relatório registra também que o investimento global em pesquisa e desenvolvimento cresceu mais de 3,3% em termos reais em 2025, e que a inteligência artificial respondeu por 53% do valor das operações de capital de risco no ano.
Qual é a posição do Brasil no Índice Global de Inovação 2026?
O Brasil ocupa a 53ª posição. A trajetória recente do país no índice mostra avanço consistente até 2023 e recuo gradual desde então:
- 2026: 53ª posição.
- 2025: 52ª posição.
- 2024: 50ª posição.
- 2023: 49ª posição.
- 2022: 54ª posição.
- 2021: 57ª posição.
- 2020: 62ª posição.
A OMPI destaca que o Brasil registrou alguns dos maiores avanços desde 2019 entre as 70 economias mais bem colocadas, e que é a única economia da América Latina e do Caribe com desempenho acima do esperado para seu nível de renda pela sexta edição consecutiva. As variações de uma ou duas posições entre edições devem ser lidas com cautela, porque a OMPI revisa indicadores e fontes a cada ano e o conjunto de economias avaliadas também muda.
Quais são os pontos fortes do Brasil no índice?
Segundo o relatório de 2026, os principais pontos fortes do Brasil estão em indicadores de mercado, de propriedade intelectual e de financiamento:
- Tamanho do mercado doméstico: 8ª posição.
- Marcas registradas: 8ª posição.
- Pagamentos por uso de propriedade intelectual: 13ª posição.
- Capital de risco em estágio avançado: 16ª posição.
- Empresas investidoras em P&D: 23ª posição.
- Modelos de utilidade: 24ª posição.
A OMPI também descreve o Brasil como a economia que reúne a base científica e de pesquisa e desenvolvimento mais profunda da região, e o inclui entre as economias de renda média que se destacam na criação de startups de ciência avançada, ao lado de Turquia, Índia, Malásia e África do Sul. A região metropolitana de São Paulo aparece em 49º lugar entre os 100 maiores aglomerados de ciência e tecnologia do mundo.
Quais são as fragilidades do Brasil no índice?
As fragilidades apontadas pela OMPI concentram-se no ambiente institucional, na formação de profissionais técnicos e na produtividade:
- Ambiente de negócios: 129ª posição.
- Formados em ciências e engenharia: 101ª posição.
- Crescimento da produtividade do trabalho: 94ª posição.
- Pesquisa e desenvolvimento do setor privado: 36ª posição.
O contraste entre os dois conjuntos de indicadores sintetiza a posição do país: o Brasil tem escala de mercado, base científica e atividade relevante de propriedade intelectual, e enfrenta restrições no ambiente de negócios e na formação de engenheiros e cientistas, que limitam a conversão desses ativos em produtividade. A evolução do investimento nacional em pesquisa está detalhada em Investimento em P&D no Brasil: panorama e comparação internacional.
Como está a América Latina no ranking?
O Chile lidera a região, seguido por Brasil, México, Uruguai e Costa Rica:
- Chile: 51ª posição.
- Brasil: 53ª posição.
- México: 65ª posição.
- Uruguai: 66ª posição.
- Costa Rica: 70ª posição.
- Peru: 80ª posição.
A OMPI observa que a maior parte das 39 economias com desempenho abaixo do esperado para seu nível de renda está na América Latina e no Caribe, e que os ativos de inovação da região estão concentrados em poucos países. O relatório registra ainda que, na região, 72% das startups intensivas em ciência não passam da fase de capital semente e apenas 19% chegam à rodada de investimento série A.
Como interpretar o Índice Global de Inovação?
Três cuidados ajudam a extrair conclusões corretas do índice:
- Observar os pilares e indicadores, além da posição geral. A posição agregada combina 79 indicadores; a análise por pilar mostra onde estão as forças e as restrições de cada economia.
- Comparar com o nível de renda. O índice permite avaliar se a economia inova acima ou abaixo do esperado para seu estágio de desenvolvimento, critério em que o Brasil se destaca na região.
- Considerar as revisões metodológicas. Mudanças de indicadores e de fontes entre edições afetam as posições; tendências de vários anos são mais informativas do que a variação de uma edição para outra.
Perguntas frequentes
Qual é a posição do Brasil no ranking global de inovação 2026?
O Brasil está em 53º lugar entre 139 economias no Índice Global de Inovação 2026, divulgado pela OMPI em 29 de setembro de 2026. Em 2025, o país estava em 52º.
Qual é o país mais inovador do mundo em 2026?
A Suíça, que lidera o Índice Global de Inovação. Suécia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Singapura completam as cinco primeiras posições.
Qual é o país mais inovador da América Latina?
O Chile, em 51º lugar no índice de 2026. O Brasil é o segundo da região, em 53º, seguido por México (65º), Uruguai (66º) e Costa Rica (70º).
Por que o Brasil é considerado um país que inova acima do esperado?
Porque seus resultados no índice superam o que seria previsível para seu nível de renda. O Brasil é a única economia da América Latina e do Caribe nessa condição, pela sexta edição consecutiva.
Quem publica o Índice Global de Inovação?
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), agência das Nações Unidas. O índice é publicado anualmente desde 2007, com divulgação em setembro.
Quantos indicadores o Índice Global de Inovação usa?
A edição de 2026 usou 79 indicadores, organizados em sete pilares: cinco de insumos de inovação e dois de resultados de inovação.
Fontes
- OMPI. Global Innovation Index 2026: GII 2026 results. Genebra: OMPI, 2026.
- OMPI. Global Innovation Index 2026: GII 2026 at a glance. Genebra: OMPI, 2026.
- OMPI. WIPO Global Innovation Index 2026: Switzerland, Sweden, US, Republic of Korea and Singapore Top Ranking. Comunicado PR/2026/959, Genebra, 29 set. 2026.
- OMPI. Global Innovation Index 2026: Powering Entrepreneurs at the Frontier of Science, resumo executivo.
- OMPI. Perfil do Brasil no GII.
- Série histórica de posições: perfil do Brasil no GII 2021 (OMPI) e divulgações da Confederação Nacional da Indústria sobre as edições de 2023 e 2024.
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